Perguntamos aos leitores do BuzzFeed Brasil como foi a primeira vez deles com alguém do mesmo sexo. Aqui estão as melhores histórias:

Victor Nascimento

1. A prostituta.

“Eu tinha 20 anos de idade, meu namorado sugeriu um ménage e eu topei como uma grande aventura. Só que essa terceira pessoa seria uma prostituta. No momento do ato eu enlouqueci como ela me beijava na boca, me tocava e era carinhosa comigo. Meu namorado praticamente ficou só olhando, quase não participou. Por ela ser uma prostituta, começou tentando me agradar e se surpreendeu quando eu comecei a querer o prazer dela no sexo oral.

Passei semanas pensando nela e resolvi contratá-la novamente, a sós. Foi quando descobri que gostava de sexo com meninas. Nunca tive um relacionamento sério com uma mulher por falta de oportunidade, somente encontros casuais.” – Anônima, 31 anos, bissexual

 

2. O passeio de carro.

“Eu era ‘hétero’ ainda e usava o Tinder secretamente para dar match com os caras. Ele fazia Direito na PUC, estávamos conversando pelo app, até que ele disse que ia passar de carro na minha casa para nos conhecermos pessoalmente e passearmos por aí.

Ele já era bem divertido de conversar online e, felizmente, pessoalmente também era. Conversamos, fomos num fast food, tudo muito legal, até que no carro percebo que ele estava indo para um caminho diferente do da minha casa. Não me opus, pois eu queria. Chegamos num lugar mais deserto, tudo meio escuro, ele olhou para mim com um sorriso convidativo e parecia achar graça de como eu estava. E como eu estava? Nervoso pra caralhoooo!!

Eu sabia o que ele pretendia ali, sabia o que estava prestes a rolar, mas não sabia o que fazer, nem como fazer, e nem se era certo fazer. Hoje é diferente, mas na época eu ainda tinha dificuldade em aceitar minha sexualidade. Ele foi paciente, me deu tempo para que eu tomasse algum tipo de iniciativa. Mas vendo que não rolaria, apenas aproximou-se lentamente de mim e me beijou. Segundo beijo gay da minha vida. Ficamos nos beijando, mas meu nervosismo não passava de jeito nenhum. Fomos tirando a roupa, ficamos nus no carro, um mix de sensações rolando dentro de mim.

Maaassssss não houve um consenso ali entre cabeça e coração. Eu queria muito, mas meu nervosismo não passou de forma alguma e eu não consegui ficar duro nem por um segundo. Tentamos, ficamos nos pegando, e eu acho que só piorei meu nervosismo porque a meta ‘ficar duro’ começou a martelar freneticamente na minha cabeça. No fim, nada deu certo.

Me senti um merda, mas ele compreendeu a situação, riu e me acalmou. Abobadamente, pedi pra chupar ele porque é algo que eu tava cheio de vontade (embora meu pau desse a entender que não). Ele achou engraçado e eu fiz o que deve ser o pior boquete da vida. Ele me levou pra casa e saímos outras vezes, transamos decentemente numa outra oportunidade e viramos amigos depois.” – Marcelo, 22 anos, homossexual

 

3. A irmã do crush.

“Eu era super a fim do irmão dela, antes de conhecê-la. Quando descobri que ele tinha uma irmã, pensei: Vou virar amiga dela e quem sabe ela me ajuda a ficar com ele. Até aí tudo bem, adicionei ela e começamos a conversar. Ela era um amor de pessoa e eu, muito ingênua, não sabia que ela era lésbica. Até que um dia ela me contou que estava a fim de mim e eu fiquei muito surpresa. Só que no fundo parecia que eu já estava gostando dela também. Então um dia ela me convidou para ir a uma festa com ela e, no calor do momento, fomos até o banheiro e transamos ali mesmo. Foi muito gostoso e intenso.” – Thaís, 22 anos, hétero

4. O encontro no enterro.

“Foi em 2012, com uma amiga dos meus amigos. Nos conhecemos no velório da mãe do nosso amigo em comum. Um dia fui posar para fotos na casa dela e ficamos. Depois transamos. Eu tinha 18 anos na época e eu namorava um menino. O sexo foi uma delícia, muito melhor do que eu imaginava. Só foi trágico porque eu não sabia bem o que fazer. Ela me fez sexo oral e eu fiquei na dúvida se eu faria também ou não. Aí desci lá, né? E ela me olhou com cara de assustada tipo ‘tem certeza’? Eu falei que não sabia, kkk. Foi estranho, mas foi gostoso.” – Joyce, 25 anos, bissexual

 

5. Fazendo a “entendida”.

“As duas estavam um pouquinho alteradas por conta da bebida e, apesar de sermos amigas, nós já ficávamos de vez em quando. Na hora foi rolando naturalmente, só que quando fomos às vias de fato nenhuma das duas sabia como chupar e o que fazer. Ambas nunca tinham tido uma relação sexual com homem também, mas a gente fez A ENTENDIDA e ficou fazendo coisas estranhas achando que tava tudo certo. No final tentamos uma posição que me fez bater a cabeça no chão e terminar tudo com um meio choro, meio crise de riso.” – Anônima, 18 anos, bissexual

6. As mordidas.

“Ainda que eu namore um rapaz há quase dez anos, foi a primeira vez que eu fui a um motel e tive que fingir costume. Primeiro porque a guria era mais velha e não sabia que ela era a minha primeira vez com uma pessoa do mesmo sexo. Eu não sei exatamente o que esperar, só sei que estava com muito tesão nela apesar de todas as circunstâncias adversas. Eu tinha doze anos a menos que ela e ela era minha aluna. Nos aproximamos nas aulas e conversávamos muito no WhatsApp, principalmente sobre política. Até que papo vai, papo vem, me percebi realmente desejando-a.

Um dia saímos para tomar uma cerveja depois da aula e trocamos mensagens. Como já estávamos mais para lá do que pra cá, acabamos falando tudo e vimos que havia reciprocidade. Marcamos e fomos ao motel. Foi muito curioso porque ela disse que já tinha tido outras experiências, mas inacreditavelmente mordeu meu clitóris algumas vezes (doeu muito!!!). E eu me surpreendi porque a fiz gozar por quatro vezes. Eu, até então hétera, percebi que fazer sexo oral em uma mulher era libertador e delicioso, tanto que eu mesma atingi o orgasmo por estar fazendo isso nela e não atingi quando ela fez em mim, por motivos das mordidas, risos.” – Anônima, 26 anos, bi/pansexual

 

7. Talvez eu seja hétero mesmo.

“Nós planejamos sair, mas os pais dela decidiram passar a noite fora e, na mesma hora, a gente achou melhor ficar em casa e ver um filme. Eu já havia transado com homens, mas sempre senti atração por mulheres. Começamos a nos beijar, clima esquenta, ela tira minha minha camiseta, a calça, tiro a dela e até aí tudo bem. Em dado momento ela ficou por cima de mim esfregando a pélvis na minha, quase como se estivesse me penetrando. Só que eu ainda estava de calcinha e ela também. Ela gemia e apertava meus peitos e de repente gozou, ou pelo menos acho que gozou, e parou de fazer qualquer coisa, deitou do meu lado com cara de satisfeita e eu fingi que tava satisfeita também. Eu saí de lá pensando que eu devia ser hétero mesmo porque se aquilo era sexo com outra mulher, então era realmente muito ruim. Por sorte me dei mais algumas chances e hoje sou uma lésbica feliz, assumida e que entende do próprio corpo, sabe o quer e goza de verdade.” – Gah, 24 anos, lésbica

 

8. Com os pais em casa.

“Sempre me interessei por mulheres, mas esse garoto simplesmente virou meu mundo de cabeça para baixo. Eu tinha 16 anos e aconteceu na minha casa ENQUANTO MEUS PAIS ESTAVAM NO QUARTO AO LADO. Na verdade eu estava bem seguro, mas ele era virgem e ficou muito assustado. Ainda bem que correu tudo maravilhosamente bem e com muito fogo, rsrsrs. O inesperado é que ele riu da minha expressão facial quando eu cheguei na hora H. Eu aprendi que confiar e conversar com o seu parceiro é sempre bom. Ajudou muito a descontrair o meu amorzinho que tava todo travado e tímido.” – Anônimo, 17 anos, não tenho certeza da sexualidade

 

9. A escada.

“Minha primeira vez foi aos 18 anos e sob circunstâncias bem adversas. Eu estava extremamente ansioso até que resolvi sair com um cara do Tinder que parecia ser o ideal para controlar essas ‘neuras’. Então fui até a casa dele e acabou que aconteceu na escada do prédio (!) porque tinha gente na casa dele. Não foi muito confortável. Acabei até me arrependendo depois, pois me deu um choque de realidade ao ver que estava fazendo com qualquer pessoa e não com alguém que eu queria muito e confiava. Não bastasse ter sido na escada, eu ainda gozei na boca dele na hora do oral, sem nem ter percebido, hahaha.” – Anônimo, 22 anos, homossexual

10. O creme da mãe.

“Cheguei em casa morrendo de tédio depois de umas aulas chatíssimas sobre ENEM e tava doido pra transar. Eu usava o Grindr, mas só bisbilhotando mesmo, pois não tinha coragem de sair com ninguém. Mas naquela tarde a vontade foi enorme e acabei combinando com um cara que morava a 700 metros da minha casa. Eu ficava sozinho em casa todo dia das 18h até as 20h, que era a hora que meu pai saía pra igreja. Então eu falei pra ele vir nesse horário. Eu dei um nome falso e tudo mais porque morria de medo de ser descoberto.

Ele chegou e a gente começou a se beijar. Eu fui ficando cada vez mais sem ar porque tava muito nervoso, mas decidi continuar do mesmo jeito. Me ajoelhei, fiz um oral que hoje imagino que deve ter sido horrível e, uns cinco minutos depois, ele disse pra eu buscar alguma coisa pra lubrificar porque queria me comer. Eu não tinha nada e acabei pegando um creme da Avon da minha mãe que tinha um cheiro muito forte. Ele passou, colocou a camisinha e começou. Mas eu fiquei paranóico perguntando pra ele se eu tava sangrando e conferindo o celular com medo dos meus pais me ligarem.

Acabei fazendo uma mão amiga pra não deixar ele sem nada e depois que ele saiu eu notei que meu lençol ficou completamente sujo, porque eu não fiz a xuca e nem sabia na época que precisava fazer. Tinha também o cheiro do creme e do esperma dele, então limpei tudo correndo e fiquei com o cu ardendo no outro dia todinho, hahah. Até hoje sou traumatizado com o cheiro do creme que ele usou. Odeio quando minha mãe pega ele pra fazer massagem no meu pai.” – Anônimo, 19 anos, homossexual

 

11. Fingindo orgasmo.

“Foi engraçado porque, como eu sempre fui muito danada, maliciosa, cheia das atitudes, ela achava que eu já tinha alguma experiência e eu não tinha! Então me enchi de coragem e chamei ela para vir estudar comigo naquela tarde. Nós fazíamos cursinho juntas e ela namorava um ex-namorado meu da época de escola (sim, eu tive experiência com homens antes).

Enfim as coisas começaram a rolar entre a gente, fomos pra minha cama, tiramos a roupa, mão naquilo, aquilo na mão… Mas ela começou a fazer umas caras e bocas… Bem, parei tudo. Eu não precisava ser mega experiente pra sacar que não tava fluindo e ela tava começando a fingir. Sentei com ela e conversamos. Aí ela confessou que estava fingindo. Ela disse: ‘Eu nunca gozei e quando tô com o Fulano, eu finjo pra ele terminar logo, porque eu mesma nunca curto’.

Então decidimos tentar outras vezes, com calma, com tempo, com paciência. Descobrimos o sabor do orgasmo e do sexo com mulheres. Eu entrei no Vale e nunca mais voltei. Ela voltou pro armário, casou, tem um filho. Dois anos atrás nos encontramos num shopping e ela teve coragem de dizer que ainda se masturba pensando na gente… 🙈 Acho que a experiência valeu, né?” – Carol, 32 anos, lésbica

 

12. O pedido de namoro.

“Eu tinha 20 anos. Jantamos em um japonês, ela me pediu em namoro e fomos pro motel. A escolha do motel foi dela, porque ela disse que era barato, tinha banheira e boas histórias de lá, e me contou que já tinha feito uma suruba com um ex e uma galera lá. E eu por dentro: ‘AI MEU DEUS ELA VAI PERCEBER QUE EU SOU VIRJI E EU DISSE QUE NÃO ERAAAAA’. Então comecei a pensar que não tinha coordenação motora pra isso, ao mesmo tempo que tentava lembrar de todos os tutoriais de sexo oral do mundo, morrendo de medo de ela não gostar e me deixar por isso.

Então fomos para a banheira e uma hora eu levantei e sai correndo e molhando tudo, kkk. Minhas roupas que estavam no chão ficaram ensopadas da água da banheira que caiu no chão, eu mega tímida fui obrigada a ficar com ela no quarto porque já era madrugada e eu morava em outra cidade e ainda por cima só de toalha! Eu nem conseguia olhar na cara dela de tanta vergonha. E ela começou a chorar achando que era porque eu não achava ela atraente. Aí eu fiquei desesperada, porque gostava muito dela e não queria deixar ela mal. Eu falei pra ela que fiquei nervosa na banheira. Ela percebeu que eu estava tímida e começou a ser fofa comigo, e começamos a conversar de boa, já desencanando de transar.

Aí, quando foi umas horas depois, começamos a trocar beijos, e mão pra lá, mão pra cá, e finalmente ROLOU. Eu fiquei feliz da vida e sentindo que ganhei uma medalha por ela dizer que meu oral era uma delícia. Hoje em dia nós namoramos e damos muita risada quando lembramos dessa história. Eu só fui contar que aquela tinha sido minha primeira vez cinco meses depois.” – Anônima, 23 anos, bissexual

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