APENAS TESÃO

Guilherme

Era início da madrugada.

Adentrei o pequeno escritório envolto em penumbra e o que meus olhos viam daquele ângulo era apenas a silhueta de uma mulher acima do peso, com aquele corpo sedento, com dobrinhas salientes que imploravam por mordidas.

Meus pensamentos e minha consciência iam um pouco mais além… ali estava uma mulher perfeita em suas imperfeições, explodindo de tesão e louca para dar. E eu queria comer. Sim, agora, nesse instante.

Sei que ela percebeu quando entrei, não sou muito sutil, mas fingiu surpresa ao sentir minhas mãos deslizando por seus ombros semi cobertos por uma pequena vestimenta fina, quase inexistente. Senti seus ombros tensos relaxando ao meu toque, um suspiro meio que de alívio, meio que pedindo que continuasse.

Não dei ouvido a pedidos, dei ouvido aos meus instintos e sem qualquer cerimônia deslizei minhas mãos por dentro de sua pequena vestimenta fina até alcançar seus seios, aos quais apalpei com vontade. Estava sem sutiã. Safada. Gostosa. Tesão.

Ao mesmo tempo em que meus dedos pressionavam aqueles biquinhos já enrijecidos, minha boca explorava seu pescoço e meus dentes… ah meus dentes… já tomavam o rumo do lóbulo de sua orelha direita. Mordi. Senti sua respiração ficar mais forte. Apertei.

A tensão agora dava espaço ao tesão. Tenso tesão.

– Vou te foder agora.

– Não posso, tenho que trabalhar.

– Não é um pedido.

Abafei qualquer outro sinal de resistência com um beijo, mas não qualquer beijo. Queria sugar sua alma através de sua boca. Deixei-a sem ar.

Enquanto a beijava, desloquei minha mão direita bem rápido em direção à sua boceta. O corpo já entendendo, abriu as pernas que deram passagem ao prazer. Quente, úmida, sedenta. Segurei forte e senti um gemido em meio ao beijo ainda persistente.

Meu dedo passeando entre os grandes lábios, veloz, indelicado, indecente, imoral.

Outro gemido.

Outra sucção.

Dois dedos entraram sem pedir licença.

O corpo, antes sentado, agora já estava quase deitado onde não haveria de caber. Fomos ao chão. Senti uma pequena resistência quando as costas quentes tocaram o chão gelado causando espanto misturado ao medo. Medo de que? Do prazer? Ela não sabe o que quer… eu sei. E vou lhe dar.

Me desvencilhei dos lábios e antes que qualquer protesto pudesse surgir, me afundei nos outros lábios. Os grandes. Os molhados e escorregadios. Os que possuem os cheiros e odores de mulher no cio. Os donos do tesão. Adoro os pequeno, os grandes e os apenas lábios.

Foi o prazo da minha língua passear por entre os grandes lábios ao encontro do ponto de excitação máxima que, como que num passe de mágica, os pré-protestos transformaram-se em apenas um som: o som do tesão. O som da vontade. O som do “quero mais”. E eu daria mais, muito mais.

Minha língua brincou como quis subindo, descendo, pressionando, apertando, deslizando.

A boca, claro, acompanhou a nada sutil dança que se desenrolava e auxiliou a língua em sua missão. Um pequeno grande auxílio com mordidas alternadas entre leves e não tão leves.

As mãos antes perdidas agora puxavam meu cabelo em direção oposta aos meus movimentos. Pareciam não querer mais as brincadeiras de minha língua ali. Entendi o recado.

Meus lábios encontraram seus lábios e o beijo surgiu novamente sufocante, mas dessa vez acompanhado do gosto. O gosto do prazer. Beijo com gosto é outro tipo de beijo. É um BEIJO.

Enquanto as línguas compartilhavam gostos já conhecidos, abri meus olhos. Encontrei os dela já abertos, já sentindo.

Sim… estava bem na entradinha.

Sem tirar meus olhos dos dela, apertei o beijo, segurei o lábio inferior com uma nada leve mordida e adentrei bem devagar, centímetro por centímetro até chegar ao fundo.

Senti aquele corpo, antes tenso, relaxando-se embaixo do meu. Mas não, agora não. Não era hora de relaxar ainda. Quero intensidade.

Meus dedos então envolveram-se em meio à cabelos curtos. Cabelos vermelhos. Cabelos em chama. E puxei. Sim, puxei para trás e junto ao puxão veio outra mordida, agora no pescoço.

Os corpos já não sabiam o que estavam fazendo, sabiam apenas que se fazia necessária a sincronia do movimento. Um movimento cadenciado. Constante. Firme. Necessário.

E enfim explodiram no prazer total. Dentro. Firme. Apertado. Relaxando. Amolecendo. Ofegante. Escorregadio. Saindo.

E assim foi. Sem pedir. Sem anunciar. Sem nada mais que o necessário: Apenas tesão.

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