“MADEMOISELLE FURTA-COR”

Armando Freitas Filho

Eu conheço o seu começo:

ponto e novelo,

meada de mel e langor

de lentos elos

que a minha língua lambe

no calor despido,

no meio das suas pernas:

anéis de cabelos,

anelos e nós se desmancham

em nada ou nódoa

por todo o lençol do corpo

nu e amarrotado:

nós aqui somos todos laços

e nos rasgamos

devagar – poro por poro;

rumor de sedas

ou de uma pele toda feita

de suor e suspiro:

eu soluço a cada susto seu

que nos dissolve.

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