VENTO

Saco De Ar, Palmilha De Vento, Tempo

Vento, vento amigo,

que de longe vem acenando,

não peças para ficar, não peças.

Se eu te concedo pousada,

não seguirás pela estrada

e a flores não terão vida.

Siga o teu rumo. Seguindo,

verás os campos florindo

que te procuram, bem sei.

E te darão seus perfumes.

E soprarás a tristeza

que sentem, quando não estás.

Vento, vento, vá depressa,

e mesmo que alguém te peça

não termine essa tua ida.

Pois o teu sopro, meu amigo,

é acalanto, é abrigo.

É só beleza. É só vida!

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