Última Caminhada

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            No princípio,a luz era apenas um  pequeno raiozinho de luz  tão tênue,que seu brilho não ia além  do brilho de um olhar de criança, perdido na

noite. (Buté)

I

            O carro estava estacionado, junto ao canteiro central da avenida. Era o único ali, àquela hora da noite. Faróis apagados, molhado de chuva, parecendo ter sido abandonado pelo dono.

            Por ser tarde, e também por haver chovido, o céu estava escuro e a fraca iluminação dos postes apenas dava, à noite, um espectro amarelado de luz, como se mil velas tivessem sido acesas, ao redor do carro. Havia, ainda, uma densa neblina, dificultando mais a visão.

            Poucos veículos circulavam pela avenida, passando, sempre, em alta velocidade, levantando respingos do asfalto molhado.

II

            Ele olhou o carro parado, de maneira totalmente desinteressada, e continuou a caminhar.

            Depois, a pequenina chama estendeu-se, rápida, fez-se um facho imenso, e a intensidade de seu brilho tomou  conta de tudo, fazendo nascer um sol vermelho no meio  da noite. (Buté)

            O último som que ouviu antes do impacto foi um ranger de pneus.

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