UMA NOITE FANTÁSTICA NO SHOPPING

Ela me pareceu, logo de cara, uma executiva de sucesso. Bastava um primeiro olhar para ter a certeza disso. Alta, esbelta, bem vestida, andando com segurança pelo corredor central do shopping, entre as pessoas que passavam indo e vindo, chamando para si atenção e os olhares maliciosos e desejosos dos homens e os olhares invejosos das mulheres. Seu caminhar era ao mesmo tempo decidido e fingido. Sabia, com certeza, que despertava cobiça e inveja. Assim, ia balançando suavemente o corpo, mexendo de maneira encantadora a bunda bem desenhada no vestido colado ao corpo. Era para onde os olhares de todos se dirigiam quando lhes dava as costas. Eu não podia tirar dela os meus olhos, embevecido e como que hipnotizado.

Não sei porquê, se foi apenas um instinto ou se foi porque estava muito atento a tudo o que ela fazia ao passar rebolando por mim, tive a impressão clara e perceptível de que me olhou. Será possível que me viu, pensei. Não, acho que não. Deve ser impressão minha. De qualquer forma, na dúvida, eu a segui de uma forma discreta, fingindo que prestava atenção às vitrinas das lojas, parando de vez em quando frente a alguma delas para dar um despiste. Assim, vi quando se voltou e me olhou desta vez de uma forma direta, como se me examinasse ou como se quisesse marcar em sua memória a minha fisionomia. Desta vez não tive dúvidas: ela me olhou mesmo. Pude identificar um certo interesse no seu olhar antes de entrar em um dos elevadores. De longe eu a vi entrar, a porta se fechar e a perdi de vista.

Alguma coisa dentro da minha cabeça me dizia para ficar por ali, para não ir embora, para esperar. Foi o que fiz. Escolhi um ponto no corredor de onde podia visualizar o elevador e me deixei ficar observando as pessoas que passavam, como se não tivesse nenhum outro interesse. Ou nenhuma pressa.

Poucos minutos se passaram mas me pareceu uma eternidade. Quando eu menos esperava eis que ela me surge deixando o elevador e caminhando em minha direção. Desta vez pude perceber o sinal que me fez na direção do elevador, indicando-o. Não pensei duas vezes e me dirigi para lá procurando caminhar com tranquilidade. Pensava “que merda é essa agora. O que essa gostosa quer de mim. Porque me mostrou o elevador? Ela já subiu e desceu nele”. Fiquei lá, parado atrás de mais três pessoas que esperavam antes de mim.

Quando o elevador abriu a porta, não sei de onde ela surgiu, mas chegou e se colocou logo atrás de mim, para entrarmos juntos.

Entramos e fui para o fundo do elevador enquanto ela se colocava logo à minha frente, atrás dos outros três que tinham entrado na frente. Como não tinha ascensorista, vi quando apertou o botão que indicava o último andar. Fiquei no meu canto, sem marcar nenhum botão. Vi que todos os outros desceriam antes de nós.

Muito discretamente dirigi a ela o meu olhar mas ela nem pestanejou, olhando fixo para a frente. O elevador parou no terceiro andar e uma pessoa desceu. Quando a porta fechou novamente senti que ela afastou um pouco o seu corpo sem que alguém percebesse e senti que roçava em mim.

No mesmo instante senti que sua mão tocava a minha mão de uma maneira muito discreta mas decidida. Um pequeno e ligeiro toque, um aperto disfarçado. Um cheiro gostoso tomou conta de mim. Suave. Lavanda. Floral.

No quarto andar outra pessoa desceu. Desta vez, senti que o seu corpo se aproximou mais do meu. Senti um arrepio tomar conta de mim.

No sexto desceu o ultimo dos três que nos haviam antecedido na entrada do elevador. Ficamos observando a porta se fechar. Quando o elevador iniciou sua subida ela se encostou definitivamente em mim e eu me encaixei nela. Desesperadamente. Loucamente. Abraçados, nos viramos e nossas bocas se encontraram. Nos beijamos como se nossas bocas quisessem se esmagar, línguas buscando línguas, os corpos agarrados um no outro, como se fossem se tornar um só. Abraçados, deixamos nossas mãos caminharem pelos nossos corpos, como que se quisessem descobrir todos os seus segredos. Acariciei seus seios e corri a mão pela sua bunda. Ela se esfregou ainda mais em mim e ao me sentir duro de tesão, abriu minha calça, pôs para fora o meu pau, virou-se de costas e levantando a saia, afastou a calcinha e eu a penetrei alí, no elevador, com toda a vontade. Minha e dela. Fiz com que gozasse um gozo gostoso e profundo. Sem dizer nada. Caladinha. Gozei também sem nenhum gemido, nenhum ruído que pudesse denunciar nossa presença. O elevador parou no decimo segundo andar, abriu e fechou novamente a porta e desceu. Por incrível que possa parecer, fomos até o quarto andar sem que alguém o fizesse parar. Lá, quando a porta se abriu, ela desceu sem dar nenhuma mostra de que me conhecia. Eu desci no segundo. Feliz, encantado.

Ao sair do shopping eu pensava apenas uma coisa: “como será o nome dela?”

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