O QUARTO ESCURO

Aquele quarto sempre foi cercado de mistérios. Pelo menos para mim, que crescera naquela casa, desde muito cedo ouvindo falar no quarto escuro, onde, olhando do  corredor que ligava a sala de jantar à sala de visitas, dava para ver uma cama de casal,sempre arrumada. Mas só era possível vê-la quando a pequena lâmpada pendente sobre a cama estava acesa. Apagada, o quarto era escuro até de dia. Hoje, já passado tanto tempo da minha infância, entendo a razão de tanta escuridão. Havia, no quarto, uma janela lateral que tinha sido vedada, lacrada mesmo. Se aberta, daria para a varanda de dentro, como conhecíamos o espaço de passagem da sala de jantar para a despensa, onde ficavam os mantimentos e que, por uma passagem estreita, levava à uma rua lateral, de pouco movimento. A janela havia sido fechada para que lá, na varanda, fosse possível colocar um enorme armário, onde ficavam guardadas as ferramentas de trabalho da casa. O quarto escuro, sem o armário colocado em sua única janela poderia ser um quarto comum.

A sua destinação era receber hospedes, visitas, já que a casa sempre estava cheia de parentes vindos da roça ou amigos de meus avós, de passagem pela cidade. Os parentes mais chegados, como os meus tios e primos, ficavam alojados nos outros oito quartos da casa, quando lá passavam suas férias ou temporadas de descanso.

O mistério maior em torno do quarto escuro estava relacionado, quando eu ainda era criança, a crença de ser mal assombrado. Escutávamos, em algumas noites, barulhos estranhos vindos de lá. E é claro que não tínhamos, eu e as outras crianças que perambulávamos pela casa, coragem de ir  verificar o que acontecia, quais as causas dos barulhos. Isso, até que eu completasse dezesseis anos.

Eu entrei em casa, voltando do colégio e logo percebi que havia visitas. Ouvi gente conversando e algumas vozes eram estranhas. Ao entrar no corredor, percebi que o quarto escuro estava iluminado e, sobre a cama, uma mala aberta e algumas peças de roupas. Na sala, uma agradável surpresa. Uma garota que me pareceu mais velha que eu, uns vinte e poucos anos, conversava com minha avó. Ao me ver, sorriu e perguntou se eu que era o Júlio. Eu disse que sim e ela veio em minha direção, abriu os braços e me disse que queria me dar um abraço de aniversário, explicando que  minha avó havia dito que eu estava aniversariando. Eu recebi o seu abraço e pude sentir os seus peitinhos durinhos apertados contra mim. Não usava sutiã. Seu abraço foi mais demorado que um abraço normal. Me disse se chamar Marta e que era filha de uma amigo do meu avô. Na realidade, ela dizia, o seu pai era mais que um amigo porque, quando criança, tinha morado, também, na casa dos meus avós para estudar. Quando ela disse o seu nome “Moisés” eu me lembrei de já ter ouvido o meu avô falar dele. Ela, ainda sorrindo, disse que com certeza seríamos amigos e que ela queria que eu ficasse sendo a sua companhia na cidade, já que não a conhecia ainda. Eu lhe disse que sim, que seria um prazer e fui guardar as minhas coisas da escola no meu quarto, que era na parte de cima da casa, em um segundo andar que chamávamos de sobrado. Quando desci para almoçar, Marta já estava sentada à mesa, almoçando.

Depois do almoço saí com Marta pra que ela pudesse comprar algumas coisas que disse que precisava. Levei-a a farmácia, ao supermercado e a uma papelaria. Ela, durante todo o percurso, falou, falou e falou. Como gostava de falar. E olhava tudo e todos. Vi como olhava para os rapazes, meus colegas que depois, com toda a certeza eu sabia que iam encher o meu saco. Ela me pareceu uma boleira descarada. Ela olhava pros caras e olhava logo em seguida pra mim pra perguntar quem era, o que fazia. Eu ia lhe dando os nomes ou os apelidos. Em momento algum ela me pediu para apresentá-la a alguém, para a minha sorte, porque já estava ficando aborrecido com seu interesse pelos caras.

Na volta, como tinha entregue alguns embrulhos para eu os carregasse, levou-me até o quarto escuro, onde me fez entrar para deixar os pacotes. Lá, comentei sobre o quarto ser muito escuro e ela me disse que não se importava e que até achava melhor, porque assim poderia dormir melhor. Ainda mais, me disse, que gostava de dormir completamente nua e não corria o risco de alguém vê-la pelada por algum buraco, de fora.

Enquanto eu ia colocando os pacotes, um por um, na cama, ela sem me dizer nada apagou a lâmpada que estava acesa. Logo o quarto escureceu, deixando apenas um rastro de luz onde estava a porta, já que a luz do corredor também estava apagada e já era de tarde. Ficamos os dois na parte escura do quarto e ela deu um risinho baixo me perguntando se a estava vendo. Eu lhe disse que sim, mas que não a via direito. Ela me disse que também me via apenas como se fosse um fantasma, e riu mais. Estiquei o braço e a toquei no ombro. Ela segurou a minha mão, levou-a aos lábios e a  beijou. Apertou mais forte e deslizou a minha mão pelo seu rosto me dizendo “agora vai, antes que alguém chegue aqui. Te espero de noite”. Antes de soltar a minha mão  colocou-a no seu peitinho e apertou. Eu saí bem de mansinho, completamente desorientado.

O resto da tarde eu fiquei andando em nuvens, como se estivesse no céu. Esperando inquieto a noite chegar.

Ela havia deixado a porta aberta e eu entrei pé ante pé, procurando não fazer nenhum ruído mais alto do que os de costume. Mesmo com a luz apagada eu já havia mentalizado o percurso que devia fazer até a sua cama. Ela estava lá, estirada completamente nua, como disse que gostava de dormir. Abraçamos um ao outro e nos beijamos forte. Tirei a minha roupa. Ela percorreu o meu corpo com suas mãos parando no meio das minhas pernas, onde ficou alisando o meu pau que crescia em suas mãos. Cada vez mais duro. Deixei uma das minhas mãos por baixo do seu corpo, para poder apertá-la em mim enquanto, com a outra, percorri todo o seu corpo em uma carícia suave, até pousar os meus dedos em sua buceta. Apenas um tufo de cabelos cortados rente a pele a protegia. Fiquei ali, brincando com  sua buceta, fazendo um carinho demorado ao mesmo tempo em que ia lhe enfiando os dedos, bem devagar.  Ela retirou seu corpo de sob o meu, abraçou-me foi me beijando todo o corpo até chegar ao meu pau, que engoliu até onde deu para engolir. E ficou chupando e ao mesmo tempo acariciando o meu saco. Eu metia em sal boca e sentia o pau tocando a sua garganta. Ela mantinha os movimentos de cabeça para a frente e para trás, para baixo e para cima, sem deixar o pau sair da sua boca. Antes que eu gozasse, parou de chupar, subiu o corpo e sentou no meu pau fazendo ele entrar todinho na sua buceta. Começou um rebolado gostoso e eu fui fudendo cada vez mais fundo.Ela se agarrava ao meu corpo e gemia baixinho, enquanto eu a beijava sem me preocupar com o som dos seus gemidos. Sabia que todos estavam dormindo. Além disto, todos os demais quartos eram distantes do quarto escuro. Gozei demoradamente em sua buceta. Ela ficou ainda abraçada em mim, rebolando, depois que eu havia gozado. Depois, encaixou-se em mim, de costas, com a bunda bem encostada no meu pau e dormiu. Eu fiquei acordado ainda sem acreditar no que tinha acontecido.

Naquela noite nós fudemos mais duas vezes.

Na primeira, quando ela me acordou de um cochilo que eu havia dado, me batendo uma punheta. Acordei de pau duro e ela se pôs de quatro, na beirada da cama, me guiando para dentro da sua buceta onde eu fudi, enfiando e tirando, enfiando e tirando até gozar de novo. Foram minutos maravilhosos, contínuos, sem interrupção, puxando os seus cabelos, apertando sua bunda, segurando a sua cintura, enquanto metia sem parar. Ela rebolou tanto que foi difícil manter o pau enfiado dentro da sua buceta.

Não dormimos e ficamos abraçados, nos acariciando, calados na escuridão. Até que, de tanto nos acariciarmos, meu caralho foi ficando duro novamente e ela, quando percebeu, ergueu-se e sentou novamente sobre o meu corpo e, usando sua mão como guia, foi me fazendo enfiar em seu cu. Quando tinha enfiado tudo, começou um movimento para cima e para baixo, devagar no inicio mas aumentando o ritmo aos poucos, até que, sem poder mais me controlar, gozei pela terceira vez. Ela desceu, deitou-se ao meu lado e abraçados, dormimos. Acordou-me de madrugada para dizer que eu devia ir para o meu quarto, dizendo que “gente velha acorda muito cedo e não podem achar você aqui”. Nos beijamos e fui para o sobrado.

No ouro dia Marta começou a namorar o filho do dono da farmácia, o Juquinha, um dos meus amigos. Mas isso não impediu que, no quarto escuro, continuasse a dar pra mim. Ah, se ele, o Juquinha,  a estava comendo também, era um problema deles.

Eu sempre tive o costume de não me meter nas coisas dos outros rs rs rs rs.

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