O MEU RIO

Naquele ano, o bicho estava pegando no Vidigal e meus pais resolveram que já era hora de darem um tempo na cidade grande e voltarem para o interior, de onde haviam saído há muitos anos. Meu pai nunca me disse a verdadeira razão para mudarmos, mas eu suspeitava que ele estava era precisando se esconder de um pessoal lá. Não sei o que ele tinha feito, mas o certo é que juntou nossas coisas e voltamos para Minas.

A cidade onde fomos morar era acolhedora, pequena mas agradável. E calma. Muito calma. Mas o que mais me atraiu a atenção, desde quando chegamos, foram os seus dois rios, que se uniam dentro da cidade e seguiam com suas águas claras correndo para não sei onde. Ah, e em seu percurso iam formando pequenas cachoeiras onde se podia ver os pequenos peixes subindo na época da desova. Conhecida como piracema.

Desde que cheguei, gostava de nadar e, quando o fazia, considerava o rio como se fosse só meu. Chegava ao ponto de expulsar de lá as outras pessoas que resolvessem ir nadar quando eu estivesse nadando.

Havia um grupo de rapazes mais ou menos da minha idade que insistia em dividir o rio comigo. Mas pararam de tentar depois que um deles, mais atrevido, tentou me dar um garra na água. Eu bati tanto nele que nunca mais olhou pra mim. E seus amigos viram aquela surra que eu dei nele como um aviso para que não bobeassem comigo. E assim, quando eu entrava no rio ele realmente ficava sendo só meu. Começaram a me chamar de Sereia e eu aceitei o apelido numa boa.

Para que não tentassem mais nada comigo, contei para uma amiga que tinha a língua bem solta, a minha história.

Nascida e criada no Vidigal, aprendera todas as malandragens do morro, inclusive algumas técnicas e alguns golpes de lutas marciais. Sabia judô, capoeira, caratê e boxe tailandês. Enfim, eu era bem capaz de quebrar na porrada qualquer um que se arvorasse de macho e viesse pra dentro.

Na realidade, eu tinha mesmo aprendido alguma coisa de lutas com um primo, o Carlinhos Maioral. Com ele aprendi mais algumas coisas, como foder gostoso. Ele me comeu pela primeira vez quando eu tinha treze anos. Foi na casa dele, um barraco no mesmo morro, mas na parte de cima, que era onde as coisas mais importantes aconteciam. Ele foi o meu primeiro homem. Eu era novinha mas já tinha um corpão. Aguentei o Carlinhos me enfiar o seu caralho e, se gemi, foi de prazer e não de medo ou de dor. A dor até que senti, no início, quando o pau dele, durão, começou a rasgar a minha buceta. Mesmo ele enfiando devagar eu senti que a carne estava rasgando, queimando, ardendo. E doendo. Eu sentia a pressão do corpo dele me apertando para o pau entrar, sentia que o pau estava entrando e meu tesão ficava cada vez maior. E eu rebolava e quando rebolava sentia que o pau entrava melhor e doía menos. Então eu rebolava ainda mais. E ficava cada vez mais gostoso o caralho do Carlinhos dentro de mim. Ele me deflorou e contou pra todo mundo.

Depois dessa primeira vez, eu passei a dar sempre para o Carlinhos.sempre que ele aparecia lá no nosso barraco. Ou quando me mandava recado para ir no dele. Foi ele eu me ensinou os golpes de defesa. Dizia que era pra eu poder me virar e me defender. E foi o que fiz na cidade dos meus pais.

O grupo do qual eu fazia parte me aceitou bem desde a minha chegada e não se importava de eu pensar que o rio era só meus. Os garotos até gostavam de ficar me olhando da beirada do rio, quando eu ficava nadando e brincando na água. E eu sabia porque eles gostavam. Eu usava sempre uma saia branca que ficava transparente quando molhava mostrando o meu corpo. E usava só calcinha. Não gostava de nadar de sutiã. Eles deviam adorar ver os meus peitinhos. Até eu achava que eram bonitos. De vez em quando eu percebia alguém olhando diretamente para eles, quando estávamos na pracinha. Era como se quisessem realmente conferir se eram os mesmos que viam no rio.

Na turma o que era mais chegado em mim era o Paulo. Bonitinho. Eu sentia que ele estava a fim de mim mas não tinha coragem de chegar. Devia ser por causa da surra que dei no cara. Ah, se ele soubesse que eu também tava a fim dele, resolvia logo. Mas o danado não chegava. Até que o Carlinhos veio passar uns dias na nossa casa. Eu apresentei ele pro Paulo e ví logo que o meu primo não foi aprovado por ele, Antipatia que um macho sente pelo outro quando pensa que pode ser um rival. E o Paulo saia da minha história com o Carlinhos. Devia estar é com ciúmes.

Enquanto estava lá em casa o Carlinhos me mantinha ocupada, fodendo com ele sempre que tinhamos uma oportunidade. Eu quase não saía de dentro de casa. Metia muito. A turma estava sempre reclamando a minha presença e eu dizendo que tinha que dar atenção ao meu primo, ajudar minha mãe, essas desculpas esfarrapadas.

Uma noite, eu convenci o Carlinhos a me fuder dentro do rio. Ele me encontrou lá na prainha, tiramos a roupa, entramos na água e ficamos um tempão só metendo de tudo quanto era jeito. Depois, o Carlinhos foi embora e eu continuei na água, brincando, mergulhando, nadando. Quando sai, minhas roupas não estavam onde eu tinha deixado. Eu tinha entrado no rio nuazinha para dar pro Carlinhos. Tinha jogado a roupa sobre uma moita de capim, na beirada do rio e agora não estavam lá. Puta que pariu, pensei, o sacana do carlinhos resolveu me fazer voltar pelada pra casa. Foi quando ouvi um barulho e me virei.

Lá estava o Paulo segurando em uma das mãos a minha calcinha e o meu vestido e, com a outra, me fazendo um sinal para que ficasse caladinha. Entendi de cara o que ele queria.

Fudemos alí na beirada do rio, no meio das moitas de capim. O Paulo me falou que nunca tinha metido em uma mulher, de verdade. Que tinha feito algumas sacanagens mas metido, mesmo, nunca tinha. Aí eu dei a ele uma aula completa. Chupei o seu pau enquanto tampava a sua boca pra ele não gritar de prazer. Fiquei de quatro e pus seu caralho na minha buceta e fiz ele ir empurrando até que entrasse todo. Rebolei, assim, como só eu sabia fazer e ele ficou quase doido. O meu corpo pedia mais. Eu queria dar mais pra ele. Eu nunca tinha dado pra alguém que me fodesse pela primeira vez. Então, fiz ele comer o meu cu até gozar nele. O Paulo, no final das contas, ficou muito no lucro. Numa noite só até o meu cuzinho ele comeu. Eu lhe disse que o curso tinha terminado.

Fiz com que me prometesse que voltaria na noite do dia seguinte, para receber o seu diploma. E foi assim, fodendo todas as noites na beira do rio que o Paulo foi tomando o lugar do Carlinhos e se tornando o meu homem.

Até que resolvi mudar para Belo Horizonte.

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