O LUTO FOI FODA

Saí de casa para conhecer o mundo ainda muito novo, na esperança de conseguir fazer o que não conseguiria permanecendo na minha pequena cidade: estudar e me tornar alguém importante. Ao completar vinte e oito anos, já podia considerar como tendo alcançado as duas coisas. Formara em Direito e exercia um cargo de relativa importância como Assessor Parlamentar, na Capital.

 O Deputado a quem assessorava cumpria seu terceiro mandato e já me confidenciara que não mais disputaria a reeleição à Assembleia Legislativa. Queria voar mais alto e concorrer à Câmara dos Deputados, em Brasília, como Deputado Federal. Tinha certeza de que seria eleito. Informou-me que me lançaria candidato em seu lugar para Deputado Estadual. E que até já havia feito essa comunicação ao Partido e às suas bases eleitorais. Me fez concordar com a ideia e concordei.

A campanha eleitoral decorreu de maneira acirrada, obrigando-me a me desdobrar para atender a todas as exigências partidárias, deslocando-me para todas as regiões do Estado, não podendo me dar ao luxo de fazer minha campanha em apenas algumas poucas regiões. Afinal, embora o deputado que me houvera lançado fosse muito conhecido, eu não era. Não passava de alguém sem passado político e sem um nome de importância no cenário estadual. Assim, me coloquei em campo e percorri quilômetros e mais quilômetros de estradas, boas e ruins, para apresentar-me aos meus possíveis de desejados eleitores. Passei também dezenas de horas dentro de aeronaves voando daqui pra lá, de lá pra cá.

Ao finalizar a campanha eu não me aguentava mais de cansaço e estava fisicamente esgotado. Mas eleito. Foi quando, poucos dias após ser eleito que recebi o comunicado de minha mãe dizendo que meu pai havia sofrido um mal súbito e não resistira, tendo falecido.

Abalado pela notícia, aproveitei a oferta de carona feita por um amigo empresário e voei em seu avião para a minha cidade, para os funerais do meu pai.Tendo chegado lá pela manhã, bem cedo, fui recebido no campo de aviação (era como chamavam o aeroporto) pela minha mãe e minhas irmã. Embora mais nova, minha irmã já estava casada,  mas não tinha filhos.

Ao nos dirigirmos à casa dos meus pais, em cuja sala de visitas o corpo do meu pai estava sendo velado, pude sentir o quanto eu despertava de atenções. Em ora ainda fosse cedo, a casa estava cheia de gente amiga e de curiosos que para lá tinham acorrido ao saberem que eu chegaria, no intuito de me verem. Afinal das contas, eu havia saído de lá ainda jovem e desconhecido da maioria dos meus conterrâneos e voltava agora, depois de algum tempo, Deputado Estadual eleito aguardando a tomada de posse, em Janeiro.

Como eu e meu pai não nos víamos com muita frequência, embora nos falássemos por telefone praticamente a cada semana, sua morte me deixou muito abatido e esse abatimento, agravado pelo cansaço e pelo esforço desgastante da campanha eleitoral ainda recente, foi suficiente para que um descontrole emocional se apossasse de mim. Derramei-me em pranto convulsivo e inconsolável. Minha mãe, assustada, talvez por não esperar tal reação de seu “filho deputado”, como se refia a mim desde a minha chegada, chamou minha irmã em um canto e lhe disse “tira o coitado de meu filho deputado do meio desse povão e leva pra sua casa pra ver se ele descansa um pouco”.

A casa dos meus pais, de frente para uma pracinha, tinha um quintal enorme, que terminava em uma cerca que a separava do quintal da casa da minha irmã,

que ficava na Rua dos Fundos, como a conhecíamos. Assim, não era preciso passar pela praça e pela rua para irmos de uma casa a outra. Foi por ali, pelos quintais que minha irmã me levou para a sua casa, recomendando-me que tomasse um banho para relaxar e procurasse descansar e dormir para suportar o peso do resto do dia e daquela noite que seria muito longa, segundo ela. O nosso pai seria sepultado às quatorze horas do dia seguinte.

Deixado sozinho, tomei um banho quente, fui para o quarto de solteiro e me deitei, disposto a dormir. Quando estava quase dormindo, ouvi um barulho  de porta se abrindo e logo em seguida passos de alguém, caminhando pela casa. Saí da cama e, abrindo a porta do quarto dei de cara com a visão maravilhosa daquela mulher que parou, assustada, à minha frente. “Oh, desculpe, deputado. Não sabia que estava aqui. Bem que senti sua falta, lá na casa de cima” ela me disse, referindo-se, naturalmente a casa dos meus pais. Eu lhe disse então que não precisava se desculpar, que eu estava só descansando um pouco e lhe perguntei quem ela era, porque eu não me lembrava de tê-la visto antes. Ela me falou que era a Altiva, cunhada da minha irmã. Que tinha ido lá passar pelos quintais para ir à casa dos meus pais. Disse que não gostava muito de passar pela rua e pela pracinha, quando ia lá. Preferia passar pelos quintais. Eu lhe disse que podia ficar à vontade, que eu ia ficar ali até mais tarde e lhe pedi que falasse com minha mãe e minha irmã que eu já estava bem, que não precisavam se preocupar. Que iria dormir e não precisavam se incomodar que eu iria ao encontro delas mais tarde. Ela me deu um sorriso encantador e se dirigiu aos quintais deixando atrás de si um perfume que insistia em não se evaporar e eu, acompanhando com os olhos o balancear de sua bunda, ao caminhar entre as árvores dos quintais.

Quando acordei, a noite já havia chegado e estava me sentindo muito melhor disposto. Passei pelos quintais e fui para a casa de cima como Altiva havia se referido à casa dos meus pais. Ao lembrar dela, desejei que estivesse lá, ainda.

Ah, como seria bom foder essa Altiva, eu disse para eu mesmo.

Coloquei-me ao lado do caixão de meu pai e me dispus a permanecer lá, ao seu lado, enquanto os meus olhos aguentassem abertos. Assim, vi minha mãe se retirar para seu quarto acompanhado de minha irmãenquanto Altiva, cunhada de minha irmã e meu cunhado, Armando, se aproximaram e se posicionaram ao meu lado e ao lado do caixão de meu pai. Pouco depois, Armando deu um tapinha no meu ombro, levantou-se e retirou-se. Ficamos eu e Altiva acompanhados de algumas pessoas que iriam, com certeza, passar a noite ali, ao lado do meu pai, prestando-lhe as suas últimas homenagens. Pouco antes da meia-noite, minha irmã, Armando e minha mãe surgiram na sala e vieram até onde estávamos, recomendando que descansássemos um pouco. Altiva levantou-se, falou alguma coisa no ouvido de minha irmã, que balançou a cabeça concordando me dizendo “vai com ela”. Eu segui Altiva e vi que ela havia parado, sentando-se no degrau da escada que dava acesso aos quintais. Ali, fez um sinal para que eu me sentasse.

Durante alguns minutos não nos falamos, apenas nos deixamos ficar ali, calados, sentados um ao lado do outro. Depois, sem dizer nada eu passei o meu braço ao redor dos seus ombros e ela encostou-se em mim. Eu a fiz virar-se e nos olhamos de frente. Olhos nos olhos, nos beijamos. Levemente a principio, fomos aumentando a intensidade do beijo até que nossas bocas se esmagaram num chupar selvagem de lábios e de línguas. Eu a sentia tremendo em meus braços enquanto todo o meu corpo reagia como se uma faísca elétrica tivesse me envolvido, como um raio. O meu pau estava tão duro que minha vontade era de meter nela ali, agora, sem esperar mais nada. “Eu quero te foder agora.  Não vou aguentar mais sem te foder”. Ela afastou o corpo e levantando-se me puxou para um canto escuro ao lado da casa, onde minha mãe tinha uma espécie de jardim interno. Lá, nos abraçamos e ela tirou o meu pau, abaixou-se e começou a chupara deliciosamente, enfiando na boca, tirando a boca e lambendo, repetindo essa operação por várias vezes. Não me deixou gozar. Tirando a calcinha, me disse baixinho no meu ouvido “Quer me foder agora, fode gostoso. Mas vou querer mais na casa de baixo”. Eu a coloquei de quatro ali, no cantinho escuro e ela apoiou-se na parede enquanto eu enfiava o meu pau em sua buceta até não ficar nada de fora. Ela rebolava mexendo a bunda para cima e para baixo enquanto eu enfiava e tirava o pau, enfiava e tirava cada vez mais rápido, cada vez mais fundo. Quando ia gozar, tirei o pau e ela o enfiou na boca, quente e úmida, me fazendo encher de porra aquela boquinha linda. Depois, abraçados, descemos os quintais para fodermos muito mais naquela noite, na casa da minha irmã.

Eu sabia que aquela primeira noite do meu luto ia ser foda. E foi mesmo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s