BOA VIAGEM, MEU BEM.

Eu não havia programado nenhuma viagem para aquele fim de semana, mas recebi um telefonema de minha mulher pedindo que eu fosse buscá-la no interior, onde estava já há muitos dias. Como estava chovendo muito, estava difícil para ela retornar dirigindo. Além disso, ela tinha muito medo de dirigir em rodovias quando estava chovendo.Como não tinha mesmo o que fazer em BH, respondi que iria, que podia me esperar. Sairia na sexta-feira a noite, chegando lá no sábado, logo de manhãzinha. Sairíamos de volta comigo dirigindo, no domingo, pela manhã, chegando de volta no começo da tarde, ainda a tempo de descansar. Liguei para a rodoviária, reservei minha passagem, tendo o cuidado de pedir um lugar que ficasse junto à janela. Não gosto de viajar na poltrona do corredor porque as pessoas não me deixam dormir, naquele vai e vem, esbarrando e me acordando.

Cheguei já quase em cima da hora de o ônibus sair, para não ter que ficar muito tempo aguardando na rodoviária. Desci para a plataforma e, como não tinha nenhuma mala, pois só levava uma muda de roupas para trocar quando chegasse lá, entrei logo no ônibus, procurando o meu lugar. Qual não foi a minha surpresa quando vi que, no meu lugar, junto da janela, já estava sentada uma garota, aparentando uns vinte e poucos anos, falando ao telefone. Fiquei ao lado da poltrona, olhando-a e esperando que parasse de falar, para pedir gentilmente que deixasse o meu lugar. Ela me olhou com um sorriso lindo e fez sinal de que eu me sentasse na poltrona vazia, do lado dela. Para dar mais um tempo, estiquei os braços para colocar a mochila que estava levando no bagageiro superior. Ela continuou falando ao telefone me desconhecendo. Como estava atrapalhando os outros passageiros que precisavam passar para seus ligares, acabei me sentando onde ela havia me indicado. Nesse meio tempo, o motorista colocou o ônibus em movimento e a viagem começou. Comigo fora do meu lugar. E a menina ao telefone, falando, falando, falando.

Quando a luz foi apagada e entrávamos na BR, a garota desligou o celular e me perguntou, com um sorriso aberto, na maior cara de pau – oi, se importa se eu continuar aqui e você aí? É que só gosto de viajar na janela. Eu respondi que não tinha importância, que podia ficar. Ela tocou de leve o meu braço com a mão, deu-me um novo sorriso e perguntou para onde eu ia. Eu respondi e ela me disse que, então, viajaríamos juntos até o final da viagem.

Como chovia de leve e a noite estava bem fria, fez-se um silêncio no ônibus indicando que os passageiros ou estavam dormindo ou procurando dormir. E já pensava em dormir, também, quando percebi que a minha parceira de poltrona se levantou e, sem pedir licença, passou por mim dirigindo-se ao fundo, com certeza, ao sanitário. Ao passar por mim, roçou as suas pernas nas minhas e não teve nenhuma pressa em alcançar o corredor. Ah, sua bunda ficou a centímetros o meu rosto e pude ver que deu uma virada de rosto para me olhar. Tinha um sorriso safado nos lábios.

Demorou uns poucos minutos para voltar. Chegou ao meu lado, no escuro, colocou uma das mãos no meu ombro e, colocando o meu joelho no meio das suas pernas, ficou um tempo mexendo no bagageiro, como se estivesse procurando alguma coisa. Seus seios estavam na altura do meu rosto e eu não precisei fazer nenhum esforço para colocar um deles dentro da minha mão. De leve, alisei-o e percebi quando ela deu uma reboladinha indicando que estava gostando. Ajeitou mais o corpo, abaixando-o para que ninguém pudesse perceber o que eu fazia. Depois, voltou o corpo para o corredor, virou-se de costas e começou a passar de volta para o canto da poltrona. Só que, na passagem, antes de chegar em seu lugar, deu uma sentadinha no meu colo, como se tivesse se desequilibrado. Ficou um tempinho alí, sentada no meu colo indo em seguida para o seu canto. Exatamente quando o ônibus fez a sua única parada para café e lanche dos passageiros. Desci, ela também desceu. Fui ao banheiro e vi que ela também se dirigiu para o seu banheiro. Depois, fui ao balcão da lanchonete, pedi um café com leite e estava tomando-o quando vi que ela saiu do banheiro, tirou o telefone e começou a falar nele, encostada numa mureta do corredor entre o bar da lanchonete e o ônibus.

Acabei meu café com leite e voltei ao ônibus. Quando passei por ela, no corredor, vi que estendeu a mão e me entregou alguma coisa. Um embrulhinho. Segurei sem olhar o que era e entrei no ônibus, indo para o meu lugar, onde abri o pacotinho achando uma calcinha vermelha, de rendinhas.

Quando ela apareceu, já não falava ao telefone. Pediu licença, eu me levantei e me afastei para que ela passasse e ela se sentou no seu lugar com naturalidade. O motorista colocou novamente o ônibus em movimento, apagou as luzes e ganhou a estrada. A parada indicava exatamente a metade da viagem.

Não dissemos nada um ao outro. Ela pegou a minha mão e colocou sobre a sua perna, por debaixo da sua saia. Sem calcinha. Fiquei alisando suas coxas, sentindo que ela abria as pernas e se ajeitava melhor na poltrona. Deixamos o tempo ir passando, a noite ficando mais escura, a chuva aumentando o frio e fomos nos agarrando, já os dois em apenas uma poltrona, a dela. Enquanto eu a acariciava, tirou o meu pau e fiou chupando-o por um tempo. Depois, deitou-se de lado na poltrona e eu a abracei por trás, metendo gostoso, todo o meu pau dentro, enfiando e tirando, enfiando e tirando, até que gozamos juntos. Então, escorreguei para o meu lugar e ela encostou-se no meu ombro e, rapidamente, dormiu.

De madrugada, ainda chovia quando chegamos na entrada da cidade. Eu ia descer logo na entrada, antes da rodoviária. Ela dormia quando dei o sinal e dormia quando o ônibus parou. Afastei-a com delicadeza para que não acordasse, dei-lhe um beijo rápido e de leve, na cabeça e lhe disse, antes de descer – Foi uma boa viagem, meu bem.

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