A SUSPEITA

Aquele era um ponto da estrada onde eu gostava de instalar o radar e ficar observando os carros passarem, fazendo a leitura da velocidade em que desciam, deixando passar aqueles que estavam dentro do limite dos noventa quilômetros permitidos ou assinalando e mandando parar no acostamento os que excediam o limite.

Durante os dias da semana, de segunda a sexta, poucos ultrapassavam os noventa quilômetros. Com certeza, pelo grande número de carros grandes, caminhões e ônibus que transitavam por ali, não permitindo que os carros menores voassem na pista. Nos finais de semana, nos sábados e domingos e nos feriados, tudo era diferente. Os caminhões diminuíam de quantidade e os carros menores aumentavam, em direção ao litoral, em busca  do mar.

Eu tinha deixado a viatura virada de frente para a pista, numa parte larga do acostamento, para facilitar  o acesso a pista se fosse necessário ir atrás de algum corredor que não atendesse o sinal mandando encostar para vistoria. Já estava lá há pelo menos umas cinco horas.

Como era um domingo, o fluxo de veículos era menos mas, neste dia, especialmente, os pés dos motoristas que pisavam os aceleradores pareciam mais pesados e suas velocidade mais altas. Já havia parado e multado oito carros por excesso de velocidade e ,ainda, autuado três por péssimas condições dos veículos. Ninguém havia constestado minhas ações, até então. Todos os motoristas fiscalizados haviam sido educados e atenciosos. O que fazia o meu dia satisfatório. Resolvi que já podia ir almoçar.

O restaurante que me servia de base estava com poucos clientes. Como de hábito, dei uma olhada nos carros estacionados e, ao entrar, uma outra olhada no pessoal no balcão e nas mesas. Eu fazia isso todas as vezes que ia ao restaurante, procurando identificar possíveis motoristas que estivessem tomando algum tipo de bebida alcoólica. Mesmo sabendo que os restaurantes de beira de estrada não podiam vender esse tipo de bebida, alguns clientes as levavam consigo e aproveitavam as paradas para beberem. Desta vez, não vi ninguém de quem pudesse suspeitar estar bebendo.

Estava terminando o meu almoço quando vi, da mesa em que estava, uma mulher entrar no restaurante, sozinha, dirigir-se ao balcão, fazer um pedido e logo depois sentar-se em uma mesa. Em seguida um atendente colocou a sua frente alguns salgados e um copo de suco.

 Percebi que a mulher olhava para mim de uma forma desconfiada, tentando despistar quando eu a olhava.  Por três vezes olhei e a surpreendi me olhando. Por três vezes ela desviou rápido o olhar. Aquilo me incomodou de tal forma que a resgistrei como uma possível suspeita de ter alguma coisa a esconder ou de estar amedrontada com a minha presença. Ou será que ela me conhecia de algum lugar? Bom, pensei, como ela não está fazendo nada de ilegal, deixa pra lá.

Eu ainda estava na minha mesa quando a mulher ergueu-se e saiu do restaurante. Pela janela panorâmica eu a vi entrar em uma suv prata, manobrar e dirigir-se para a pista contrária aquela que eu estava fiscalizando, sumindo na primeira curva.

Voltei ao meu ponto de observação na estrada e me concentrei em flagrar os motoristas dirigindo acima de noventa quilômetros por hora naquele trecho da estrada.

Em determinado momento um carro apontou na curva, começou a descer e o radar assinalou cento e dez quilômetros por hora. Imediatamente me posicionei a beira da estrada e assinalei indicando que devia diminuir, ir para o acostamento e parar. Identifiquei o carro e a motorista. A suv  prata e a mulher desconfiada e suspeita do restaurante.

Fui até o carro, cumprimentei-a, falei alguma coisa sobre ela ter excedido a velocidade e pedi que saísse do carro e me apresentasse a sua carteira de habilitação e os documentos do veículo. Ela deu uma desculpa qualquer, dessas tipo nem percebia que estava correndo tanto, me sorriu, fez um sinal com a mão pedindo um tempo, virou-se e voltou ao carro. Sentou-se, apanhou a carteira de motorista em sua bolsa, abriu o porta luvas, retirou de uma bolsinha os documentos do carro e então, ao invés de descer do veiculo novamente, passou para o banco do passageiro e abrindo a porta saiu e estendeu os documentos na minha direção. Como estava do outro lado,fiz a volta pela frente do seu carro e os apanhei. Ela me pediu desculpas dizendo alguma coisa sobre ter medo da beira da estrada, entrou novamente no carro e sentou-se no lugar do passageiro, fechando a porta e deixando o braço estendido pra fora da janela. Me disse alguma coisa que eu não entendi e precisei chegar mais perto pedindo que repetisse o que havia falado. Sem dizer uma palavra ela esticou a mão e a passou por entre as minhas pernas, parando no meu pau, que acariciou bem de leve. Em seguida, abriu minha calça, enfiou a mão o tirou para fora, já começando a endurecer.

Encostei-me no carro e comecei a fingir que olhava os documentos que tinha ma minha mão enquanto ela punha o meu pau em sua boca e o chupava, leve e gostosamente, enquanto ia me batendo de maneira bem cadenciada uma punheta.

Quando gozei, foi tão gostoso como se nunca tivesse gozado antes. Ela foi me deixando gozar em golfadas controladas, apertando e soltando o meu pau em sua boca, com a mão e com os lábios, de forma a me levar quase a loucura.

Quando terminamos, antes que eu dissesse alguma coisa ela me disse que ao me ver no restaurante tinha despertado nela uma vontade antiga de meter com um policial. Que tinha sentido um tesão tão grande, mas tão grande, que resolvera voltar e exceder a velocidade apenas para ser parada por mim. E que não estava se importando com a multa que iria levar. Desde que eu a comesse muito gostoso.

Entramos no banco de trás e fudemos até o sol começar a sumir no céu. Depois, acabei de preencher a multa, arranquei do talão, esfreguei na sua buceta, joguei pela janela e a mandei embora.

Aquela já estava mais do que paga.

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