A MULTA

Eu percorria aquele trecho da estrada praticamente todos os dias, durante a semana,  indo de Belo Horizonte para a fazenda que meu marido tinha comprado, às margens da rodovia que levava ao Espírito Santo. Eu sempre dirigi com cuidado, não passando dos limites indicados nas placas, para evitar acidentes. Quando meu marido ia junto, dirigia. Mas ele quase sempre ficava na fazenda, onde cuidava de tudo. Eu trabalhava na capital. Assim, pegava a estrada para BH todas as manhãs e voltava no período da tarde, já que trabalhava só pela manhã. Dava aulas em um cursinho preparatório para vestibular. Nos finais de semana ficava na fazenda, só indo ao cursinho quando era ocasião de provas. Nessas épocas, costumava trabalhar nos sábados e domingos, sempre pela manhã.

Ultimamente, sempre que passava em determinado trecho da estrada, onde há uma curva seguida de uma descida íngreme, daquelas boas pra desenvolver uma velocidade maior, comecei a reparar em uma viatura policial e podia ver que um guarda estava postado logo atrás dela, manejando um radar.

 Comecei a diminuir sempre a velocidade bem antes de fazer a curva, para não correr o risco de ultrapassar os noventa quilômetros permitidos e ser multada. A última coisa que queria era levar uma multa por excesso de velocidade, principalmente quando já estava tão perto de casa.

Uma das ocasiões em que passei pelo local onde ficava a viatura pude ver melhor o guarda. Alto, forte, com óculos escuros. Não sei porque nem o que me deu na hora, mas bateu em mim uma vontade louca de vê-lo mais de perto. Na realidade, parece que estava acontecendo comigo o que eu já ouvira falar que acontecia com algumas mulheres,mas nunca achei que fosse verdade. Nem que podia acontecer comigo.

 Eu quis, logo de cara, dar pro cara. Sem mais nem menos bateu aquela vontade de ser agarrada por ele. Talvez uma fantasia guardada dentro de mim, que eu nem sabia que tinha. Mas que fiquei com vontade de dar pro guarda, isso eu fiquei.  Pelo retrovisor ví quando ele deu seta, virou e entrou  no restaurante a beira da estrada.

Por dois domingos seguidos eu, ao voltar de Belo Horizonte, arranjava um jeito de passar sempre naquele mesmo horário em que eu o notara pela primeira vez. E o via sempre indo para o restaurante. No terceiro domingo eu me dirigi para lá alguns minutos depois dele. O vi assim que entrei. Deu-me uma olhada como se estivesse me avaliando. Fui até o balcão, pedi um suco e salgados. Sentei-me em uma mesa e, logo que o atendente trouxe o meu pedido, comecei a comer. Antes, dei uma olhada despistada para o guarda. Estava me olhando. Desviei o olhar e olhei de novo. Estava me observando outra vez. Fiquei meio sem jeito, acho que o olhar insistente dele me assustou um pouco. Entrei no carro e voltei para a estrada, tomando a direção contrária aquela em que o guarda posicionava sua viatura.

 Dirigi por alguns quilômetros, virei o carro e voltei. Do alto da lombada percebi que a viatura já estava, novamente, no acostamento. Comecei a descer acelerando até alcançar os cento e vinte quilômetros  só comecei a diminuir quando vi que o guarda me fazia sinais com a mão, mandando que eu fosse para o acostamento. Não tive nenhuma dificuldade em atender sua ordem

Ele aproximou-se da janela do meu lado, fez um comentário sobre eu estar com muita pressa, dirigindo acima de cento e vinte quilômetros, o que era um perigo e pediu-me para sair do carro e lhe entregar minha carteira de habilitação e os documentos do veiculo. Eu lhe dei um sorriso safado, virei-me e voltei ao carro. Abri a porta, pus meio corpo pra dentro e apanhei os documentos no porta luvas e a minha carteira de habilitação em minha bolsa. Depois, entrei, fechei a porta e passei para o banco do passageiro, abri a porta, saí e estendi os documentos em sua direção, pedindo que me desculpasse mas eu tinha muito medo de ficar na beira da estrada e ser atropelada por algum maluco.

Ele caminhou em minha direção. Entreguei-lhe os documentos, abria porta, sentei-me do lado do passageiro e a fechei de novo. Desci o vidro e deixei o meu braço pendendo do lado de fora. Falei alguma coisa com voz inaudível e ele, não me entendendo, aproximou-se perguntando o que eu havia falado. Estendi o braço e o enfiei no meu das suas pernas, sem mais nem menos. Antes que ele tivesse tempo de reagir, coloquei o seu pau em minha mão, ainda dentro da calça, e comecei a acariciar. Endureceu na hora. Abri sua calça e tirei o seu pau pra fora.

 Ele encostou-se no meu carro enfiando o cacete pela janela. Eu o peguei e chupei com vontade. Enquanto chupava, ia batendo nele uma punheta até que ele gozou em minha boca. Eu o puxei para o banco de trás e ficamos lá, fodendo. Ele comeu minha buceta e comeu o meu cu. Eu já não me aguentava mais quando me despedi dele, tomei a estrada e fui embora.

 Ah, antes, ele apanhou um talãozinho e preencheu uma multa, com todo o cuidado. Depois, esfregou a folha na minha buceta, amassou e jogou fora, me dizendo que aquela já estava paga.

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