A HISTÓRIA DA MIRTES

Quando a Mirtes mudou da roça para a cidade, vieram ela, sua mãe Dona Armênia e um irmão menor, Francisco. Mirtes tinha 12 anos. Seu pai havia sido assassinado em uma tocaia e quem o matara não havia sido encontrado nem descoberto. Os motivos do crime também não eram conhecidos.

Nos primeiros dias, logo após ter-se mudado, em sua memória ainda eram muito vivas as lembranças daqueles momentos tristes e trágicos do pequeno casebre onde nascera e vivera até poucos dias antes. Mas duas lembranças insistiam em permanecer ante os seus olhos arregalados pelo horror. Na primeira, via o corpo ensanguentado de seu pai, dois buracos no peito sobre onde guardava o coração, que já não batia mais, caído no vão da porta de entrada, meio corpo para fora, meio corpo para dentro, como se em seu último ato de vida estivesse indeciso entre entrar ou sair de casa, o que não faria nunca mais. Nenhum som acompanhava a visão de Mirtes. Naquele momento um silêncio profundo tomava conta da noite e de tudo.

A segunda imagem que não a abandonava era a de seu pai, mãos entrelaçadas sobre o peito, olhos fechados, vestindo uma camisa branca que alguém devia ter dado à sua mãe (ela não se lembrava de já ter visto seu pai usando aquela camisa), pés descalços, bem juntos, como se tivessem sido colados um no outro, deitado e muito bem acomodado em um caixão simples de madeira polida envolvido por um tecido roxo bem fininho, colocado sobre um estrado de cama sustentado por quatro pequenos tamboretes. Aqueles mesmos tamboretes que serviam de assento para a família durante as suas refeições refeições.

Mas essa lembrança era sempre acompanhada da voz de sua mão lhe dizendo baixinho: ” Vai lá, Mirtes, serve uns bolos como café com leite pros nossos amigos. A noite tá fria”.

 Na cidade, Dona Armênia trabalhava como costureira e Mirtes, ainda novinha, já ajudava a mãe vendendo ovos caipira e bolos feitos em casa, de porta em porta. Francisco tinha uma caixa de engraxate e ficava na praça, engraxando sapatos. Estudavam, os dois, e eram bons alunos.

A família de Dona Armênia era respeitada e admirada por todos pelo tanto que trabalhavam. Todos trabalhavam. Essa era a história que todos conheciam. Segundo me disse a Fê, melhor amiga de Mirtes e fofoqueira mor da cidade, à medida em que crescia, Mirtes ia sendo observada por alguém, uma pessoa muito bem conceituada na cidade, com muito poder financeiro e econômico, que passou a ter por ela um interesse especial.  Esse interesse começou em um dia que Mirtes passou por essa pessoa   na rua e o cumprimentou, como fazia com todos. Mas o jeito como ela sorriu  deixou aquela pessoa  agitada. Mirtes tinha, então, quatorze anos. Tinha um corpo bem desenvolvido e estava se tornando uma admirável mulher. Quem não a conhecesse pensaria que ela tinha uns dezoito a vinte anos. Mas ainda ia fazer quinze. Naquele dia, a pessoa a chamou e perguntou-lhe se sabia fazer unhas. Ela disse que sim, que fazia as suas próprias unhas e as da sua mãe. Mas que nunca tinha estudado para isso. A pessoa, então, lhe disse que mais tarde fosse até a sua casa e procurasse Dolores, a sua esposa. Que ela iria lhe ensinar a fazer unhas direito, como uma profissional. Assim começou a história de Mirtes como manicure e pedicure .

Todos os dias ela ia até a casa da Dolores, esposa da pessoa – Fê insistia em não dizer o nome “Falo o milagre, mas não conto o nome do santo” – onde ia treinando as técnicas de cuidar das unhas. Das mãos e dos pés. Sempre quando chegava, tinha alguém diferente para lhe servir de cobaia. Em pouco tempo suas habilidades já eram conhecidas, reconhecidas e já se podia dizer que era uma

profissional. Em uma maleta guardava todo o material que utilizava para o seu trabalho e logo espalhou-se pela cidade a notícia de que fazia unhas a domicilio. A maleta, havia sido trazida de São Paulo pela Dolores, esposa da pessoa, que lhe disse, quando ela quis saber como faria para pagar “É um presente para você começar a sua carreira. Presente meu e do meu marido” e concluiu “Só quero que venha fazer as minhas unhas todo sábado”. Assim ficaram combinadas. E assim era feito todos os sábados.

Quando perguntei a Fê como ela sabia dessa história, ela me disse que a própria Mirtes lhe havia contado. Mas que a maior parte da história só ela sabia. E que muito se falava sobre a Mirtes, mas pouco havia de verdade no que os outros diziam. “Maledicências, você sabe como é”, disse sorrindo.

Mirtes não tardou muito para ter um grande número de mulheres que se tornaram suas clientes, para fazer unhas em suas casas, durante toda a semana. Sempre a domicílio. E outro tanto de homens. Uns, para manterem limpas e bem cuidadas as unhas, numa demonstração de vaidade masculina que estava começando a se fazer comum em todo o mundo. Outros, pelo simples fato de terem suas mãos e pés sendo “cuidados e acariciados” como diziam, pela Mirtes, a quem se referiam como “A Gostosa”.

Mirtes passava os dias percorrendo a cidade, de um lado para o outro, trabalhando. Montava os seus roteiros conforme o agendamento que fazia. Estava começando a ganhar um dinheirinho que já a fizera recuperar a confiança em seu futuro. Sonhava em ajudar a mãe e dar uma arrumada na casa onde moravam e que haviam comprado quando vieram para a cidade, logo após o assassinato do seu pai, com o dinheiro que tinham obtido com a venda  da terrinha onde viviam.

Tinha dezesseis anos quando, numa tarde de sábado, estava na casa daquela pessoa, quando começou a cair um temporal daqueles que parecia capaz de arrasar o mundo. As duas, ela e a Dolores, esposa da pessoa, estavam sentadas na varanda interna da casa, fazendo as unhas e conversando animadamente. Na televisão que ficava na sala passava um filme que as duas acompanhavam sem dar muita atenção, pela janela que dava da varanda para a sala. Em determinado momento, no filme, dois personagens se beijaram de forma acalorada, com paixão. Duas mulheres. Fez-se um estranho silêncio na varanda. As duas, Mirtes e Dolores,a esposa da pessoa, olharam-se meio sem jeito.

 Dolores, a esposa da pessoa, então, forçou um sorriso e disse a Mirtes que aquela não era a hora apropriada para um beijo daqueles.

Mirtes, na sua inocência, respondeu que não via nada demais. Que achava que não precisava ter hora certa para duas pessoas se beijarem. Então Dolores, a esposa da pessoa, perguntou se ela achava normal duas mulheres se beijarem e Mirtes lhe disse que sim, que achava que não tinha nada demais, que até achava bonito. E quando Dolores, a esposa da pessoa, lhe perguntou se teria coragem de beijar outra mulher, Mirtes simplesmente levantou-se do banquinho em que estava sentada, caminhou até onde Dolores, a esposa da pessoa estava, curvou-se e a beijou na boca, de leve. Foi um beijo rápido, que nem deixou sabor. Depois voltou para o seu banco e continuou a cuidar das unhas da esposa da pessoa.

Segundo a Fê, aquele beijo foi apenas o começo de uma série de beijos que se seguiram ainda naquele dia, na varanda, na sala e, finalmente, no quarto do casal, onde Dolores, a esposa da pessoa, iniciou Mirtes nas coisas de sexo.

Aos dezesseis anos ela era virgem. Já tinha corpo de mulher, mas nunca tivera namorado. Só havia sido beijada umas poucas vezes, por um rapaz mais audacioso, de uma cidade vizinha, que tinha ido jogar futebol na minha cidade, num domingo. Mas nem tinha sido beijo direito. Agora, soubera o que era beijar de verdade. Com língua na língua, sendo apertada por outra mulher, sentindo o corpo sendo percorrido por uma boca ávida que a beijava todinha, enquanto era apertada por mãos que lhe pareciam elétricas ao tocá-la, lhe dando choques e mais choques que lhe faziam sacudir todo o corpo, da cabeça aos pés. Ficou sabendo o que é ter tesão, ficar com o meio das pernas pegando fogo, sentir um langor gostoso quando a língua da esposa da pessoa percorreu sua nuca. Pela primeira vez foi desnudada por alguém. E para cada peça de roupa que lhe era tirada do corpo, mais beijos, mais abraços, mais apertos, mas língua molhada a deixá-la inebriada.

Mirtes disse para a Fé que simplesmente, naquele dia, enlouqueceu de prazer, de amor e de paixão. Como a pessoa estava viajando e Dolores, sua esposa, tinha ficado sozinha em casa, Mirtes resolveu ficar para dormir na casa da pessoa, mesmo sem avisar sua mãe. Sabia que ela não se importaria porque ia imaginar que Mirtes estava se abrigando da tempestade na casa de alguma de suas clientes. Afinal das contas, Mirtes era pura e inocente. Não faria nada que fosse errado. nenhuma loucura.

Nessa noite fizeram amor, ela e Dolores, a esposa da pessoa, até se exaurirem. Mirtes nunca mais se esqueceu de tudo o que aconteceu naquele sábado.

Fé me disse que foi a pessoa o primeiro homem a possuir Mirtes. E que acontecera no sábado seguinte àquele em que ela fora iniciada pela sua esposa. Sem nenhum trauma, sem nenhuma traição sem nenhum problema.

Fê me disse que a Mirtes lhe disse que passou toda a semana seguinte esperando e torcendo apenas para que o sábado chegasse depressa. Imaginando o quanto seria bom estar novamente com Dolores, a esposa da pessoa, em seus braços, tendo o seu corpo coberto de beijos e cobrindo também de beijos aquele outro corpo,como nunca tinha imaginado que fosse capaz de beijar. Mirtes, segundo me disse a Fê, parecia gozar de prazer só em estar falando o que as duas, ela e Dolores, a esposa da pessoa, fariam no sábado. Ela, Fê, podia garantir que aquela Mirtes que estava lhe contando tudo aquilo não era a mesma Mirtes que ela conhecia, por tantos anos. Havia passado, sem alguma dúvida, por uma mudança marcante.

Depois de ficar um tempo calada a Fê me disse que qualquer coisa que eu ouvisse ser falado da Mirtes era, na verdade, invenção. Principalmente quando a chamavam de sapatão. Ela não era sapatão. Nem era puta. Nunca tinha feito amor com outra mulher além da Dolores, esposa da pessoa. E só tinha dado para um único homem. Qualquer

outra coisa que eu ouvisse além disso, era a mais pura e deslavada mentira. Para comprovar, deu-me para que lesse  umas folhas de caderno onde estava escrito, pela própria Mirtes, o relato que fizera em seu diário,do  que acontecera. Mirtes, segundo ela, lhe dera aquelas folhas porque não tivera, ela mesma,coragem de rasgá-las. Então,  pediu a Fê que o fizesse, assim que tivesse lido. Mas a Fê, como ela mesma dizia, preferiu guardar, prometendo em seu íntimo manter o mais rigoroso segredo.

Eis o que escreveu Mirtes em seu diário.

Ah, como Deus parece estar me compensando pelo que tirou de mim ao levar o meu pai. Tenho certeza que tudo daqui para a frente será muito melhor do que foi até hoje. Só tem me acontecido coisas boas. Estou muito feliz. Acho até que aqueles que me conhecem devem estar estranhando o quanto pareço feliz. É que não sabem que eu não só pareço feliz. Eu estou e sou feliz mesmo, de verdade. Ah, como é bom estar cheia de amor. Eu nunca sequer tinha imaginado, nem por um segundo como o amor é bom, como amar é bom e como fazer amor pode ser tão gostoso.Eu não acreditei quando a Dolores me falou que ia me comer de uma forma tão gostosa que eu ia ficar doidinha. Mas quando ela começou a me beijar, foi ficando tudo tão gostoso que eu fui perdendo o medo e cada vez mais eu queria que ela me apertasse mais, me beijasse mais, que me abraçasse mais e que não afastasse mais o seu corpo do meu.Na medida em que ela ia me tocando, me fazendo carinhos, deslizando as suas mãos pelo meu corpo eu ia perdendo cada vez mais o medo e me deixando dominar por uma vontade enorme de não deixar aquilo terminar nunca mais.Como estava ficando excitada, meu Deus. Achei que ia morrer quando ela colocou a mão de levinho na minha buceta e foi me alisando, alisando, alisando e quando eu percebi, estava me enfiando um dedo que mexia para os lados, tirava e enfiava, para cima , para baixo, para os lados, enquanto eu ia mexendo o corpo como se ele estivesse sendo comandado por aquele dedo, me dirigindo, me guiando, o dedo enfiando,me fazendo mexer, mexer, mexer, entrando e saindo de um jeito gostoso, ai, aí, que só de lembrar agora estou quase gozando e meu corpo está se mexendo gostoso como aquele dedo me fez mexer.Eu nunca tinha gozado de verdade e nem tinha idéia de como que era gozar de verdade. Então, sem nem saber porquê eu disse isso a ela e ela me disse que ia me fazer explodir num gozo maravilhoso, que eu nem ia entender direito o que aconteceu quando gozasse. Me colocou de quatro na cama, entrou debaixo de mim e começou a lamber minha buceta, apertando com os lábios o meu grelinho, enquanto ia passando a mão na minha bunda. Fui ficando molinha e quase nem senti quando ela, ainda me chupando o grelinho, lambendo minha buceta por dentro e por fora, foi enfiando o dedo no meu cuzinho. Eu não estava entendendo mais nada e só queria que aquele dedo entrasse cada vez mais fundo, mais fundo, mais fundo. O meu corpo se negava a ficar parado, a ficar quieto e mais apenas se mexia, como antes. O meu corpo corcoveava e rebolava buscando acompanhar os movimentos e o ritmo daquela língua me chupando e mordiscando a buceta e daquele dedo enfiado e enfiando cada vez mais fundo no meu cu. Não dei conta de quanto tempo já tinha passado quando ela me puxou pra coima dela e me disse que também queria gozar gostoso e que ia deixar por minha conta. Enfiei minha cabeça no meio de suas pernas e olhei sua buceta rosadinha, toda raspadinha. Deu uma tremidinha quando a toquei com a minha língua e apertando os meus lábios contra ela, comecei a chupar. Tinha um gostinho de erva-doce e um cheiro adocicado de perfume, suave. Enquanto ia chupando, passava uma mão pelos seu ventre, subindo até os seus peitinhos, que ia apertando no ritmo da minha língua na sua buceta. A outra mão eu tinha colocado escorando a sua bunda enquanto ia enfiando um dedo no seu cu, que estava quentinho, com um uma veia pulsando como se acompanhasse as batidas do seu coração. Eu confesso que não sabia como era chupar nem como chupar uma buceta. Mas fui achando cada vez mais gostoso e só parei quando ela afastou com as sua mãos a minha cabeça e me fez abraçar o seu corpo. Então, posicionamos os nossos corpo de forma que minha buceta ficou acima da sua boca e a sua acima da minha. Um perfeito 69. Assim ficamos nos chupando deliciosamente até nos esgotarmos de tanto gozar. Nem percebemos que a chuva havia cessado e já era alta noite. Nosso primeiro dia de amor terminou quando dormimos, abraçadinhas, satisfeitas e felizes. Nem vou dizer como foi a minha semana porquê, de verdade, eu só pensava em como seria o nosso próximo sábado. Eu mal conseguia esperar.

Agora, neste momento, só de pensar no que vou escrever estou sentindo um tesão tão grande que estou que nem me aguento mais.  Eu vou contar tudo, colocar tudo nesta folha porquê quero sentir de novo o que senti. E quero que quem que seja que leia o que estou escrevendo, fique sabendo que esse foi o melhor dia que já tive em toda a minha vida. Eu acho até que nunca mais vou ter um dia melhor do que esse que tive naquele sábado.

Ainda era cedo, umas oito horas da manhã quando cheguei na casa da pessoa e a Dolores, esposa da pessoa, abriu a porta e me mandou entrar. Assim que entrei, ela fechou a porta e me abraçou me dando um beijo demorado, enfiando sua língua na minha boca com toda a vontade.Ela pegou minha mão e me levou até o seu quarto e foi tirando a minha roupa enquanto ia me beijando. Eu só queria sentir tudo o que eu tinha sentido no sábado anterior, Fui deixando ela ir fazendo o que queria fazer. Ela me deitou e se deitou por cima de mim. Ainda me beijando, foi entrelaçando as  suas pernas entre as minhas pernas, até que nossas bucetas ficaram encostadas uma na outra, bem coladinhas. Assim, ela começou a se mexer, a mover o seu corpo sobre o meu corpo, para cima e para baixo, para um lado e para o outro, me apertando nela cada vez mais, nossas bucetas coladas como se uma quisesse penetrar na outra, molhadas, espremidas, enganchadas. Eu estava tão entregue que só queria que ela continuasse, que não parasse. Gemia e gemia e gemia. Não conseguia manter os meus olhos abertos e não queria abri-los com medo de que tudo aquilo acabasse como numa sonho acaba quando a gente abre os olhos. Foi quando ouvi um ruído e percebi que havia mais alguém no quarto. Ela afastou-se de mim e me deixou ver a pessoa, parada junto da cama onde estávamos, nua, sorrindo. Eu não me assustei nem tive medo, nem tive nenhuma reação. Apenas fiquei lá, olhando para a pessoa, enquanto Dolores se erguia da cama, estendia a sua mão e puxava a pessoa para a cama. Para a nossa cama. Foi quando me dei conta de que a pessoa estava de pau duro que apontava para cima. Foi quando Dolores apanhou a minha mão e me fez pegar naquele pau, quente, macio, incrivelmente duro. Eu já tinha sentido o que era um pau duro durante as trocas de beijos que já tivera com meus namoricos. Mas nunca tinha visto nem pegado em um. Agora, segurei aquele caralho e tive imediata certeza de que queria que ele entrasse em mim. Que me rasgasse. Que me comesse. Que me fudesse. Quando Dolores me afastou, me abraçou e me deitou sobre ela eu já sabia o que ia acontecer. Mas não me importei. Estava louca para que acontecesse. Enquanto nós nos beijávamos, abraçadas, fui sentindo as mãos da pessoa apertando a minha bunda, o seu dedo procurando entrar no meu cu. Depois de um tempo enfiando e tirando o dedo no meu cu, ele me segurou pelo ombro com uma das mãos enquanto com a outra forçava para abrir as minhas pernas. Abraçada com Dolores eu senti quando o pau da pessoa foi apertando a minha buceta e forçando a sua cabeça até entrar. Não doeu como eu achava que fosse doer. Apenas uma ardidura e logo senti que estava enfiando tudo. Eu tinha medo de mexer mas queria que ele enfiasse tudo de uma vez. Então, joguei a minha bunda para cima e deixei aquele pau ficar guardado na minha buceta até sentir o seu saco batendo na minha bunda, cada vez que ele enfiava. Foi como deixei de ser virgem. A pessoa ficou enfiando o pau em minha buceta e eu fui ficando cada vez mais exitada, a buceta já estava ardendo mas era um ardume gostoso. Debaixo de mim, Dolores chupava e mordia os meus peitinhos, o que me deixava  ainda com mais tesão. Nem sei quantas vezes gozei até que a pessoa estremecesse entre gemidos e eu sentisse sua porra escorrendo para dentro de mim, um líquido quente como se fosse a lava de um vulcão. Ah, como foi gostoso dar pela primeira vez. Ah, com toda a certeza Deus está me compensando pela dor e pela tristeza de ter levado o meu pai. Estou muito feliz.”

Quando terminei de ler o relato feito pela Mirtes em seu diário, entendi o que a Fê queria que eu entendesse.

A Mirtes não era sapatão, nem era puta. Era  simplesmente uma mulher feliz que tinha naquela pessoa e na Dolores, a esposa da pessoa, a razão da sua felicidade. Eles simplesmente se amavam. Os três se amavam. Qualquer coisa que eu ouvisse além disso, seria e era a mais pura e deslavada mentira.

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