A grande mangueira

        Acredito que as pessoas nascidas no interior, em cidades pequenas e aconchegantes, trazem em suas lembranças marcas e acontecimentos que só seriam possíveis de existir lá, no interior, na roça. Cheiro de mato verde, de capim colonião, de terra molhada quando chove e… de mangueira. Manguezal com muitas árvores desfolhadas, carregadas de flores e de frutos. Manga espada, rosa, ubá, coquinha, coração de boi e chupeta entre tantas outras. Mas aqui, agora, vou falar sobre uma mangueira em especial, apenas uma, colocada a beira da Estrada do Cupim, frondosa, soberana, maravilhosa. Enorme. Muito grande mesmo.

        Sempre que eu ia passar os períodos de férias na cidadezinha onde moravam os meus avós, aquela mangueira chamava a minha atenção. Conforme fosse o  período do ano, eu a encontrava muito ou pouco carregada, frondosa ou com os galhos quase despidos de folhas. Mas não me lembro de algum dia tê-la sentido triste. As árvores também podem parecer tristes ou alegres. Quando alegres, resplandecem ao menor raio de sol. Tinham os galhos erguidos para o céu como se quisessem voar. Quando tristes, parecem perder o fulgor e ficam fracas, sem brilho, secam o tronco e deixam os galhos penderem para o chão, como se preferissem cair aos seus pés. Desta vez não foi diferente. Lá estava ela, a mangueira mais bela do mundo a esperar por mim.

        Tinha três dias que eu tinha chegado após cinco anos de ausência, desde a morte de meu avô, que em decorrência da morte da minha avó depois de mais de cinquenta anos de casados, preferiu não aguentar muito a viuvez e se deixou definhar até ir ao seu encontro. Agora, passados cinco anos eu estava de volta.

        Na casa que era dos meus avós moravam hoje meus tios Sebastião e Jovelina que, ao saberem que eu iria chegar, me fizeram hospedar lá, com eles.

        Como minha chegada tinha sido pouco antes do anoitecer, depois de tomar um gostoso banho quente de banheira, jantei com os meus tios e sai para sentar-me num dos bancos da pracinha, de onde fiquei observando o movimento das pessoas ao meu redor e conversava com alguns antigos amigos.

        Em determinado momento, ao olhar para um lado, meus olhos se depararam com os olhos de Beatriz fixos em mim. Sem se aproximar, fez-me um sinal com a mão, sorriu e se afastou. Naquela noite, na cama, não foi preciso muito esforço para relembrar a última vez em que nos vimos antes. E, naturalmente, da mangueira.

        Da margem da estrada, onde estávamos, podíamos ouvir o correr da água no riacho do outro lado da cerca, logo abaixo da árvore. De tão grande, a mangueira parecia esconder com o seu tronco aquele riacho de águas claras que só aparecia aos nossos olhos assim que subíamos o barranco ao lado estrada para passarmos pela cerca de arame farpado. Para isto, um de nós segurava e erguia o arame até fazer uma barriga, deixando um espaço suficiente para a travessia ao outro lado. Vez por outra, esbarrávamos e arranhávamos o corpo.

        Naquela tarde fizemos uma travessia tranquila e nos dirigimos ao riacho, em cuja margem ficamos um tempo sentados, apreciando a linda paisagem à nossa frente. Do outro lado, na outra margem, em um descampado que não se podia ver da estrada por causa do barranco, havia uma grande variedade de árvore com seus galhos quase tocando o chão, de tão carregados que estavam. Estávamos a observar um maravilhoso pomar. Prometi a Beatriz que iríamos lá no outro dia. De onde estávamos podíamos ouvir os carros passando na estrada lá em cima, ver a poeira que levantavam, mas não os podíamos ver porque a mangueira impedia a nossa visão. Também não podíamos ser vistos. Depois de um tempo, subimos e rodeamos a mangueira surpresos com o seu tamanho. Então, apanhei no bolso o canivete eu sempre levava comigo para descascar frutas e, escolhendo uma parte mais escondida do tronco, escrevi “ Carlos e Beatriz estiveram aqui chupando manga”. Foi com certeza a primeira frase escrita naquele tronco. Ninguém tinha feito isso antes, sinal de que não ia muita gente lá. Em seguida, usei um bambu que achei encostado na mangueira para derrubar algumas mangas que começamos a chupar ali mesmo, naquela hora.

        Estávamos a nos deliciar com as mangas bem madurinhas quando Beatriz me perguntou “Já beijou alguém com a boca lambuzada de  manga?”Eu lhe respondi que não ao mesmo tempo em que fui até onde ela estava e nos beijamos. Um beijo longo com delicioso sabor de manga. Excitados, fomos até o riacho e mergulhamos as mãos na água cristalina lavando-as rapidamente. Voltamos, nos encostamos no tronco da mangueira e recomeçamos o beijo interrompido.

        Enquanto a beijava, apertava com uma das mãos a sua bunda enquanto apertava o seu peitinho com a outra sentindo o meu pau ficando cada vez mais duro. Ao sentir meu pau endurecendo ela abriu as pernas e o encaixou no meio delas, esfregando-se em mim, me puxando e me apertando contra o seu corpo como se quisesse que eu a esmagasse no tronco da árvore.

        Sem parar de beijá-la, abri sua blusa com a sua ajuda, tirei o seu peitinho e me pus a chupar, apertando aquele biquinho durinho e rosado nos meus lábios, fazendo-a gemer baixinho enquanto me apertava a cabeça entre as suas mãos e lançava o corpo para a frente e tremia todinha nos meus braços.

        Colocando as mãos no meu peito, afastou um pouco o meu corpo do seu e, sem parar de me beijar, abriu o zíper da minha calça, enfiou a mão, pegou o meu pau e o tirou com movimentos lentos e demorados. Agachou-se e o beijou antes de colocá-lo na boca e o engolir devagar, começando uma chupeta, tirando o pau da boca e lambendo da cabeça até o saco e voltando até engolir novamente, muitas e muitas vezes. Durante todo o tempo me punhetou todas as vezes em que me tirou da boca.

        Estávamos nos sentindo tão seguros e tão à vontade que tiramos toda a roupa que vestíamos e as estendendo no chão, sobre a grama, nos deitamos um sobre o outro, corpos invertidos, e nos chupamos em um perfeito 69. Com o meu pau enfiado em sua boca, Beatriz gemia baixinho se agarrando ao meu corpo enquanto minha boca se espremia contra a sua buceta, mordendo de levinho os seus lábios vaginais carnudos, a minha língua se enfiando nela como uma cobra se retorcendo, entrando e saindo rapidamente.       Com o meu pau enfiado em sua boca e sem poder soltar os seus gemidos, Beatriz emitia uns sons abafados e desconexos. Colocando as mãos em meu peito, ela ergueu-se, ajeitou-se e sentou sobre o meu pau e o fez entrar em sua buceta pedacinho por pedacinho enquanto eu apertava seus peitinhos em minha mão apertando seus biquinhos entre os meus dedos.

        Ela rebolava enlouquecida enquanto erguendo e abaixando a bunda no meu pau fazendo-o entrar e sair num ritmo alucinante e então eu gozei com um gemido rouco e enchi sua buceta com minha porra até que começou a escorrer dela para o meu pau. Ficamos lá, assim, abraçados, por um tempo, parados, quietos.

        Depois de vestirmos nossa roupa, ela pediu-me o canivete e foi até a mangueira onde escreveu “Carlos e Beatriz estiveram aqui se chupando”.

Quando adormeci a lua já tinha avançado um bom pedaço do céu e eu tinha, nos lábios, um sorriso feliz e na boca a lembrança do sabor de beijo de boca  lambuzada  de manga.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s